Deep below,
Each word gets lost in the echo
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

The Only Exception | 18

Acordou perto das cinco com uma terrível dor nas costas. Ao procurar levantar-se, apercebeu-se de uma mão que não era definitivamente sua repousar no seu ombro. Lentamente observou o ambiente que a rodeava e percebeu que embora permanecesse no seu próprio quarto, não estava só. Esbugalhou os olhos e abriu a boca ao ver Nathan junto a si. Levantou-se bruscamente, fazendo-o remexer-se desconfortavelmente com um grunhido aborrecido e remover a mão dos seus ombros. Observou-o por instantes, mordendo o lábio inferior distraída.

Aquele incidente ocorrera de forma tão natural que a fazia suspirar e admirá-lo em segredo ainda mais. Não tencionara dormir nos seus braços; mas a proximidade fez o trabalho todo por ambos. Agora, ligeiramente embaraçada o importante era não tornar o incidente em algo demasiado constrangedor. Levantou-se do chão e correu para a casa de banho para se arranjar. Quando terminou desceu até à cozinha para preparar o pequeno-almoço. Depois de tantas horas de sono perdidas por sua causa, no mínimo devia-lhe um pequeno-almoço reforçado e uma boa xícara de café.

No entanto, e embora as suas intenções fossem as melhores se havia algo para o qual não tinha jeito era a cozinha. Por isso, quando Nathan desceu vinte minutos mais tarde a esfregar os olhos e a bocejar quase desmaiou ao ver-se embrenhado numa nuvem de fumo e o fogão quase a pegar fogo. Aproximou-se rapidamente, desligou o fogão e olhou circunspecto para Louise que baixou os olhos para os pés embaraçada. Perguntava-se muito seriamente como é que ele algum dia olharia para si se não conseguia acompanhá-lo nem nas mínimas coisas.

- Estás a tentar ficar sem tecto uma segunda vez? – Perguntou rispidamente. – És verdadeiramente descuidada. Vai abrir as janelas para arejar e renovar o ar. – Disse-lhe. O seu tom era frio e doloroso de ouvir; mas ela não reclamou uma única vez. Ele estava a repreendê-la com toda a razão.

Ainda de olhos pregados nos próprios pés, Louise fez o que ele lhe pedira. Quando regressou, evitou a proximidade; mas não evitou observá-lo. Nathan ainda estava perplexo a olhar para o fogão e para as torradas esturricadas em cima da bancada e a tentar decidir que fazer. Por fim, viu-o deitar tudo fora e a limpar a cozinha antes de ele mesmo cozinhar o pequeno-almoço para ambos.

- Nathan. – Pigarreou ainda afastada dele. Quando o rapaz desviou o olhar para si, ela baixou novamente os olhos como se tivesse medo dele. – Desculpa. Tiveste tanto trabalho comigo ontem e eu nem um ovo mexido ou uma tira de bacon consegui cozinhar para te agradecer.

- Não o fiz como se esperasse uma espécie de barganha entre nós. Não espero nada de ti. – Retrucou muito sério, voltando a concentrar-se no que fazia.

Louise fez um trejeito aborrecido, protestando baixinho para com os seus botões. A falta de sensibilidade do rapaz, que não perdia uma única oportunidade para a espezinhar como se fosse um insecto era verdadeiramente irritante e desconcertante. Aproximou-se para lhe levantar a voz e gritar-lhe o seu desagrado; mas não conseguiu. No instante em que se abeirou dele, Nathan virou-se e colou-lhe cuidadosamente um prato nas suas mãos com o pequeno-almoço. Louise abriu a boca absorta e automaticamente tudo o que tinha para lhe dizer caiu no esquecimento. Pequeno-almoço feito pelo Nathan. Pensou divertida, sorrindo derretida para o prato aprumado.

Seguiu depois atrás dele até à mesa e sentou-se á sua frente a degustar cada pedaço como se fosse a primeira bocadela. Pessoalmente adorava comer; mas descobrira agora que mais do que gostar de comer, gostava de comer o que ele cozinhava. Nathan pura e simplesmente não tinha nada que não soubesse fazer bem.

Enquanto ela se entretinha a debicar vorazmente o que tinha no prato por entre grunhidos de satisfação, Nathan procurou abster-se de comentários. Leu o jornal que trouxera da entrada antes de ir à cozinha enquanto comia e quando terminou levou a loiça para o lava-loiça. Encostou-se na bancada por instantes, vendo Louise espreguiçar-se.

- Nathan!

Louise endireitou-se na cadeira ao ouvir Letizia atrás de si, porém Nathan piscou os olhos serenamente e deslocou-se para cobrir a testa da mãe com um beijo fugaz.

- Bom dia, mãe. – Disse rouca e educadamente de mãos escondidas nos bolsos das calças do uniforme.

A rapariga assistiu ao gesto afectuoso com uma expressão verdadeiramente aparvalhada. Afinal… ele consegue ser gentil. Pensou, no entanto, não demorou muito a arrepender-se de alguma vez o ter elogiado, mesmo que tivesse sido apenas na sua cabeça.

- Madrugaram. – Disse Letizia, olhando do filho para Louise. Nathan revirou os olhos, não suportava intrigas de espécie alguma, mas daquela natureza e pela manhã aborreciam-no. – Aconteceu alguma coisa? – Perguntou divertida, aproximando-se de Louise.

Louise arregalou os olhos e murmurou algo de difícil percepção.

- Não, nada. – Apreçou-se a dizer.

- Hum. – Murmurou, deixando escapar uma risada pouco elegante. Claro que jamais acreditaria nela. – Dormiste bem querida? – Perguntou descontraidamente, debruçando-se sobre a rapariga para lhe segredar. – Toma. – Disse, entregando-lhe um papel. – Foi a primeira vez que ele baixou a guarda.

- Hum? – Louise não compreendia o motivo que despoletara aquela conversação estranha, porém, ao virar o papel quase caiu da cadeira. – O qu… qu… que é- – Tartamudeava histericamente, olhando da foto que tinha mãos para Letizia.

- Shh. – Letizia tapou-lhe a boca com uma mão e sorriu. – Ele não sabe.

Louise riu nervosa e inclinou a cabeça em jeito de agradecimento e respeito umas três vezes. Por instantes, o seu mundo parou. Perguntava-se muito seriamente sobre o que aquilo significaria; mas não estava de modo algum satisfeita com as observações às quais ela própria chegava. Guardou a foto no bolso do casaco ainda pendurado nas costas da cadeira e levantou-se de repelão. Nathan já não estava por perto e isso deu-lhe uma leve sensação de conforto. Talvez isso significasse que já não seria obrigada a ir ter com ele ao Central Park, talvez ele se tivesse esquecido. No entanto, sem saber imediatamente porquê, não gostou da ideia e da sensação de ser esquecida. Agarrou na mala e no casaco e despedindo-se rapidamente de Letizia, saiu quase aos tropeções.

Parou em frente à porta da rua e já do lado de fora, suspirou. Tinha alturas em que nem ela percebia o que se passava. Letizia parecia agora assumir uma posição fortemente favorável em relação à conquista do coração do filho pela sua pessoa; mas… estaria mesmo disposta a arriscar o pescoço por alguém que não via o seu verdadeiro eu? Olhou para a porta por cima do ombro com um esgar aborrecido e foi exactamente nessa altura que o viu, encostado na parede com um semblante sereno a olhar para si, como se… como se estivesse à sua espera.

- Precisas de incentivo para sair mais cedo de casa? – Perguntou-lhe muito sério, desencostando-se da parede. Louise abanou a cabeça. – Eu disse às sete no parque e temos exactamente um quarto de hora para lá chegar. Vamos.

Quando Louise finalmente se apercebeu do que se estava a passar, já seguia num passo verdadeiramente destrambelhado atrás dele. Na verdade, estava literalmente a ser impelida pela mão dele que repousava no seu pulso a segui-lo para onde quer que ele fosse e por isso, quase desfaleceu de contentamento. Sorriu o caminho quase todo, distraída enquanto mergulhava numa nova fantasia com ele. Parecia insano para quem observasse do lado de fora; mas ela não se importava. Naqueles instantes, existiam apenas ela e Nathan.

Então, ele parou de repente e apontou para uma mesa em pedra, onde o desenho de um tabuleiro de xadrez sobressaía. Louise observou o lugar e concluiu que ele acabara de a arrastar para o Central Park e quando olhou para o relógio e viu as horas, ficou tão tensa e absorvida pelos pensamentos que ao andar tropeçou nos próprios pés e quase caiu. Eram exactamente sete horas e cinco minutos, não sabia como; mas Nathan conseguira chegar ali com ela em apenas vinte minutos.

- Hey! – Exclamou Nathan bruscamente sacudindo o braço.

Louise afastou-se aos tropeções com uma mão na boca ligeiramente embaraçada. Para não cair acabara por se agarrar a ele e nem se apercebera que após restabelecer o equilíbrio ainda o segurava pelo braço.

- Desculpa. – Disse, apressando-se a sentar onde ele indicara. – Era mesmo necessário isto?

- Isto o quê? – Bufou, sentando-se no banco em frente.

- Isto. – Disse, apontando para a mesa e para o parque ao redor. – Vir para aqui a estas horas. Estivemos uma noite inteira a estudar. – Murmurou, enquanto tirava os livros da mala.

- Até aos exames intercalares marcados para daqui a umas semanas, terás muitas mais pela frente. – Concluiu friamente, observando-a disfarçadamente. O seu rosto apresentava traços ligeiros e definidos de pura satisfação. – Quero que prestes atenção e que tentes lembrar-te de todas as fórmulas e conceitos importantes que estudámos e que tu aplicaste nos exercícios ontem. Depois quero o teu caderno de exercícios para os corrigir e logo falamos.

Louise ouviu-o atentamente sem pestanejar. Sentia um frio inexplicável na barriga, ele era sério o tempo todo; mas quando entrava de cabeça em algo parecia ainda mais austero e isso, só por isso deixava-a ainda mais agitada. Engoliu em seco e riu nervosa antes de concordar com ele. Aquilo tinha tudo para correr mal; mas felizmente e sem saber porquê à medida que ele a questionava as respostas surgiam na sua cabeça numa linha de raciocínio muito sucinta. Parecia que o ouvia na sua cabeça a murmurar as respostas. Calou-se abruptamente e tapou a boca para calar uma risada, pois acabara de descobrir que ele era o gatilho que precisava para abrir asas ao conhecimento e inteligência que possuía. Não era nem de perto, nem de longe tão dotada como Nathan; mas sabia agora que podia equilibrar o plano de conhecimentos e sentir-se menos inútil. Tão surpresa ficou ela, como ele quando percebeu que a noite anterior tinha dado os seus frutos. Não é impossível. Pensou para consigo satisfeito, sem no entanto o demonstrar.

Em meia hora, Nathan ouvira tudo o que precisava saber e por isso mesmo que em segredo, ansiava pelo fim do dia. Jamais imaginaria que desafiar o desconhecido poderia ser tão expectante. Entregou-lhe o manual de matemática, guardou o caderno de exercícios dela na sua mala para corrigir durante o dia e levantou-se para deixar o parque.

- Espera por mim. – Guinchou-lhe, enquanto arrumava a mala apressadamente.

Nathan virou-se, espreitando por cima do ombro e sorriu cinicamente.

- Já sabes o caminho, não precisas de mim. – Respondeu. – Além de que, não quero que me vejam contigo.

- Ó! – Louise exclamou um pouco desorientada. Detestava quando ele falava tão aberta e friamente. Detestava sobretudo quando ele era directo e a magoava propositadamente. – Estúpido. – Disse por entre dentes, seguindo-o a uma distância significativa.

Entraram no colégio, um atrás do outro com uma diferença de cinco minutos. Claire estava à porta e acenava-lhe em jeito de cumprimento; mas os seus olhos pareciam grudados em Nathan. Por isso, reparou na amiga apenas e quando ele desapareceu do seu campo de visão.

- Já pensaste em dizer-lhe o que realmente sentes? – Perguntou Claire, olhando de Louise para o vazio onde Nathan desaparecera.

- Hum? – Disse ela, gesticulando com os braços atrapalhada. Uma sugestão um tanto idiota, quis parecer-lhe. Não se achava assim tão corajosa. – Quem disse que eu sinto alguma coisa por aquele pedaço de gelo glaciar? – Cruzou os braços sobre o peito.

Claire riu.

- Disse eu. – Começou por dizer. – Nathan é uma pessoa intrigante, por fora é apetecível como um bom chocolate suíço; -

Louise riu baixinho, mal podia crer que a ouvira comparar Nathan a um chocolate.

- Eu adoro chocolate. – Disse divertida e Claire sorriu apontando-lhe um dedo.

- Fico feliz, a minha analogia foi de grande ajuda. Gostas de chocolate, logo o Nathan… - Piscou-lhe o olho. – mas deixa-me dizer-te que a personalidade dele é a de uma pessoa amarga e azeda. Não sei quem faz mais caretas se o limão ou ele. Percebes? Não serás a primeira, nem a última a ceder aos seus encantos exteriores; mas pergunto-me se poderás ser a primeira a quebrar o gelo desse glaciar imponente.

- Não sejas ridícula. – Começou por dizer, rindo embaraçada. Ela depositava com toda a certeza muita esperança em si. Pff. Pensou. – Já viste a quantidade de raparigas mais bonitas e mais bem-sucedidas que o cortejam? Se elas não têm hipótese o que direi eu. Não importa, de qualquer forma, sinto-me confortável desta forma. Gostar dele aquece-me o peito.

- O quê? – Guincharam atrás de Louise, fazendo-a pinchar. Quando se virou viu Blake com um ar que tinha tanto de divertido como de espanto e Zac ligeiramente perturbado. – Mais uma para a colecção do Nathan. Isso é verdadeiramente contagioso neste colégio, ainda bem que estou vacinada. – Riu.

Louise bateu-lhe num braço e riu nervosa. Sentia o rosto inflamar de embaraço. Aquele vírus era suportável, não ser vacinada para o evitar era o menor dos seus problemas. Sorriu a Zac, que entrou de rompante sem nada dizer, deixando-a verdadeiramente intrigada. Entraram atrás dele e seguiram até à sala de aula numa conversa animada onde Nathan foi sempre o tema principal. Agora que haviam descoberto um dos seus segredos, não tinha porque não partilhar com elas as suas decepções. Não via motivos para chorar sozinha.

 

* * * *

 

Janeiro depressa se aproximou do fim e com ele chegaram as provas. Nathan não medira esforços nas últimas semanas e dera tudo de si para cumprir com o combinado e fizera Louise dar tudo dela. Mesmo que não fosse muito reconhecia o seu esforço para o acompanhar. Aquela noite era a última oportunidade para reter conhecimentos, porque no dia seguinte começariam os exames, e por esse motivo não ousaria poupá-la. Seria uma semana que os colocaria à prova; a ele enquanto tutor, pois como aluno não tinha dúvidas de que superaria com sucesso e sem dificuldade cada um dos exames e a ela enquanto aluna.

Louise estava sentada no chão, junto á mesinha baixa do seu quarto e Nathan estava do outro lado a servir-lhe de referência, ele melhor do que ninguém sabia o que poderia sair em cada uma das provas. E era precisamente isso que fazia. Elaborava enunciados e fazia-a resolvê-los no menor tempo possível. Não tinham tempo para deitar conversa fora, era um facto; mas as horas que passavam juntos eram suficientes para Louise. Sentia que agora estavam mais próximos, embora ele jamais o admitisse. O seu tratamento era frio na maioria das vezes; mas os momentos em que ele se despia dessa capa e ficava surpreendentemente mais humano, faziam-na vacilar.

- Hey! – Disse ela em protesto. – Não achas que já chega? – Perguntou. – Estou cansada. – Murmurou por entre um bocejo.

Nathan mirou-a de soslaio e sorriu cinicamente. Não era idiota, sabia perfeitamente que estava cansada, ele também estava; mas sabia que se lhe desse tréguas agora, o esforço que depositara durante semanas para a levar ao limite teria sido vão.

- Falta-te este. – Disse, atirando-lhe duas folhas de exercícios de inglês. – Resolve-os e a seguir podes descansar. Amanhã de manhã, fazemos uma pequena revisão a caminho do colégio.

Louise abanou a cabeça e começou a resolver os exercícios. Depois de tantas noites em claro, em que dormira umas míseras horas por cada uma delas, sentia que estava preparada. Não podia desprezar o esforço dele, que dormira tantas horas como ela só para a ajudar a recuperar. Naquele instante, ainda não sentia a pressão dos exames; mas sentia-se pressionada a tirar bons resultados para compensá-lo pela sua dedicação.

Debruçou-se sobre os últimos exercícios e resolveu-os sem desviar a atenção. Quando terminou, pousou o lápis, espreguiçou-se e olhou para Nathan que assim como das outras vezes havia adormecido sentado no chão. Sorriu ao vê-lo tão sereno. Felizmente aquele período de grande aflição estava a chegar ao fim, temia que depois disso tivesse de lhe pagar umas sessões no massagista. Sabia que acordava com terríveis dores no corpo e a culpa era sua. Cruzou os braços em cima da mesa e deitou a cabeça neles, apreciando enquanto pôde a presença dele no seu quarto. Aquela seria a última vez e precisava recordá-la, pois no dia seguinte ele voltaria a trata-la de forma indiferente como antes.

 

Era para ter vindo aqui durante o fim de semana; mas fiquei indecisa em relação ao capítulo. Atendendo a que vai começar a haver quebras no tempo de acção, não sabia se devia fazê-lo neste ou no próximo. Acabei por decidir-me por este. Enjoy it.

publicado por a.nee às 16:20
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2 comentários:
De • Smartie a 23 de Dezembro de 2014 às 00:28
Ainda bem que a ajuda do Nathan está a dar resultado, de certeza que a Louise vai conseguir sair-se bem nas provas :D
Espero que depois disto ele não volte a ignorá-la de novo, mas a ver vamos :3
Mais! ^^
Beijinhos*


De sacha hart a 26 de Dezembro de 2014 às 23:23
Erhh, simplesmente gosto muito menos do Nathan quando se comporta tão rigidamente e imbecilmente com a Louise. Ela devia arranjar maneira de o fazer sofrer também, era certinho que ele ia correr para os braços dela depois, haha.
Fico ansiosa por mais (não me consigo fartar da tua história!)! Beijinhos ^^


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The Only Exception


Nathan Vanderbilt tinha uma vida normal - até ao dia em que conheceu o seu pior pesadelo: Louise McKenzie. Sério, frio, calculista, prepotente e irrepreensivelmente inteligente e popular no colégio; enquanto Louise não passa de uma rapariga normal com notas medíocres; sonhadora, sensível, intensa e verdadeira espera reunir as condições necessárias para se aproximar do coração enregelado do filho mais velho dos Vanderbilt a quem nunca nenhuma namorada se lhe conheceu. Numa luta interior constante, Nathan irá perceber que não tem como fugir á realidade, à novidade e aquilo que sente pela filha do melhor amigo do pai.

SOBRE A HISTÓRIA.


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Ana. 29 anos. Licenciada em Engenharia Informática. Seguros. Música. Ler. Escrever. 30 Seconds To Mars. Aaron Yan. Muse. Linkin Park. Green Day. Three Days Grace. Snow Patrol. Kings Of Leon. Paramore. Game Of Thrones. Switched At Birth. Suits. Once Upon a Time. Teen Wolf. Heart Of Dixie. Covert Affairs. Arrow. The Flash. Bones. Hawaii Five-O. Nashville. The Fosters. KDrama.


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