Deep below,
Each word gets lost in the echo
Sábado, 21 de Março de 2015

The Only Exception | 22

Garey torceu o nariz insatisfeito. Andavam todos tão ocupados com os seus afazeres que em algum momento a comunicação se perdera algures. Ele como pai, não a ignorava; mas sentia que aos poucos deixava de fazer parte da vida de Louise e isso entristecia-o sobremaneira. Notando-a um pouco estranha e acelerada, levantou-se para a abordar de perto e reparou no cansaço acumulado que lhe definia cada traço físico visível do rosto.

- Lou, o que é que se está a passar? – Perguntou sem rodeios.

Louise tossicou e sorriu. Sentia em cada palavra de Garey a sua preocupação de pai e a culpa da sua ausência nas últimas semanas; mas de forma alguma aquela sua pressa o envolvia.

- Nada papá. Tenho matéria para rever e preciso aproveitar- – Calou-se abruptamente ao ver Nathan aproximar-se para tomar o pequeno-almoço. – Não quero afligir ninguém fora de horas porque adormeci em cima dos livros na biblioteca do colégio ou obrigar determinadas pessoas a cuidarem de mim contrariadas. Até logo.

Nathan sorriu disfarçadamente mantendo o foco na mesa e no seu próprio lugar. O recado era claramente dirigido a si, porém, contrariado não seria talvez o termo mais apropriado para o descrever. Ninguém o obrigara ou sugerira; mas ela não sabia. Tomou o pequeno-almoço com calma e à hora habitual saiu para o colégio. Quando chegou sem que se desse conta, os seus olhos procuravam por ela; mas sabia que não a encontraria antes de a aula começar. Louise estava deveras determinada a chegar a um objectivo pessoal, o qual ele ainda desconhecia.

Arrastou-se lentamente para a sala de aula, agarrando com uma mão a mala no ombro. O corredor era um pouco extenso, na verdade nunca se apercebera da sua longa extensão até aquele momento. Era como se a percepção de coisas insignificantes se tivesse tornado algo significativo e visível aos seus olhos humanos e limitados. Pela primeira vez sentiu de perto o frenesim habitual ao seu redor e que por norma ignorava.

Nunca atribuíra importância, aquela excessiva atenção que o colectivo feminino lhe dava; mas por algum motivo e naquele momento parecia que sentia cada par de olhos pregado nas suas costas e dava por si a desejar que um desses pares fosse os dela. Ao aperceber-se dos pensamentos bastante controversos e inimagináveis alarmou-se. O que é que se passa comigo? O seu subconsciente berrava descontroladamente, tentando chamá-lo à razão. Sacudiu a cabeça; mas não adiantou. Ouviu cada um dos cochichos entusiásticos até entrar na sala e nenhum conseguira desviar a sua atenção, na verdade fizera questão de que todos eles lhe parecessem ruídos de fundo. Sentou-se e meteu a cara num dos livros que levava sempre consigo. Era a única forma de se distanciar daquele tipo de assaltos que eram tão incómodos.

- Vanderbilt! – Exclamaram num tom entrecortado e divertido pouco depois. Nathan levantou o rosto e viu Jake, um dos colegas de equipa esbaforido e verdadeiramente absorto como se exigisse saber algo de si. Com um revirar de olhos regressou à leitura. – Não vais acreditar no que acabei de ouvir.

- O quê? – Perguntou sem manifestar interesse, prosseguindo a leitura.

- Honestamente, não acredito que seja verdade; mas… tenho mesmo de perguntar.

- Estás a aborrecer-me. – Respingou, fechando o livro com brusquidão. Cruzou os braços sobre o peito e fitou-o muito sério. – O que é que queres perguntar?

- Tu e a novata moram juntos? – Perguntou, calando uma gargalhada.

A turma silenciou-se por breves instantes. Nathan esbugalhou os olhos e ergueu-se muito rápido, batendo com os punhos agressivamente na secretária. Inclinou-se para Jake que se afastou aos tropeços e cerrou os dentes irritado.

- O quê? – Rosnou-lhe.

Do outro lado da sala um grito estridente ecoava a mesma pergunta e quebrava o silêncio de outrora. Nathan fintou o colega e num passo assertivo aproximou-se de Louise que com gestos rápidos e trapalhões negava o seu envolvimento naquela fuga de informação.

- Não fui eu. Não fui eu, prometo que não fui e-

- Vem comigo. Agora! – Disse aborrecido, amarrando-a por um braço.

Indiferente aos comentários e reacções dos colegas, Nathan seguiu com Louise até um canto reservado, longe de olhares curiosos. Estava furioso e não conseguia medir de forma alguma a irritação que sentia. Deixara claro que aquela informação nunca em hipótese alguma deveria ser revelada e agora sentia que não saberia como esconder ou omitir algo tão verosímil.

- Nathan-

- Cala-te! – Exclamou repentinamente, fazendo-a colar-se de costas na parede atrás de si. Louise engoliu em seco, nunca o vira tão fora de si como naquele instante. Parecia até que tinha cometido uma verdadeira atrocidade. – Ficou combinado que não revelaríamos a ninguém. Assuntos pessoais ficam em casa.

Os seus gestos abruptos aproximaram-no dela. O fervor de cada palavra, acrescentava uma lágrima aos seus olhos já afogueados diante de acusações tão idiotas. Não se lembrava de ter partilhado com ninguém esse pormenor da vida de ambos; não quando aquele era um segredo de ambos. Sentiu-se desmerecida com tamanha ousadia e injustiça. Quando o rosto dele rígido e indiferente parou diante de si não conseguiu reagir de imediato. Ele exigia-lhe uma resposta que ela não detinha. De repente, umas atrás da outra, as lágrimas acariciaram-lhe o rosto.

- Eu já disse que não fui eu. – Fungou, esfregando os olhos com as costas das mãos.

- Não acredito. – Rosnou-lhe.

- Isso é problema teu. – Respingou, num grito sufocado afastando-o com um safanão. – Não sei como consegues ser tão imbecil e intransigente. Não sei como foi que um dia eu achei que- – Calou-se abruptamente. – Não fui eu. – Murmurou. – És livre de acreditar naquilo que bem entendes, eu e tu não passamos de estranhos e eu não tenho de me justificar a ti nem a ninguém.

- Tu-

- Não precisamos conviver, não precisamos falar ou respirar sequer o mesmo ar fora da sala de aula. – Prosseguiu interrompendo-o. – Não te preocupes que não vou ficar mais no teu caminho, longe de mim arranjar-te mais problemas.

E sem delonga, deixou-o só. Correu desenfreadamente até à sala de aula, ignorando olhares e murmúrios curiosos, para agarrar na sua mala e sair.

- Louise!

Ouviu Zac; mas não podia parar. Sentia-se verdadeiramente humilhada. A tristeza consumiu-a aos poucos durante o dia. Deambulou pelo central parque, arrastando os pés e a mala no chão sem conseguir segurar as lágrimas ou as memórias da sua discussão com Nathan. Havia alturas em que achava que a crueldade dele não conhecia limites. E perguntava-se porquê. Perguntava-se porque motivo é que ele a repelia ou porque é que simplesmente não podia ser simpático com regularidade. A sua bipolaridade era cansativa, parecia que tinha medo de revelar permanentemente o seu verdadeiro eu.

Regressou a casa perto da hora do jantar de semblante fechado, arrastando os pés e almejando a sua própria cama. Esperava poder ficar embrulhada nas mantas durante dias para esquecer o que tinha acontecido; mas sabia que jamais Garey permitira tal absurdo. Ao abrir a porta Letizia saltou ao seu encontrou. Noutra ocasião tê-la-ia assustado, porém, naquele instante o seu corpo estava ali; mas a sua cabeça viajava permanentemente nas memórias dolorosas da sua discussão com Nathan naquela manhã. Nathan estava de braços cruzados encostado na parede em frente à porta como se tivesse estado o tempo todo à sua espera; mas essa sua preocupação egoísta não a animava. Baixou o rosto novamente e fintando Letizia, seguiu para as escadas. À semelhança de Thomas, Garey ainda não tinha chegado e por esse motivo ninguém além dele se atreveria a obrigar a sentar na mesa para comer.

- Louise, querida o que é que aconteceu? – Perguntou Letizia consternada, olhando de soslaio para Nathan que engoliu em seco.

Louise sentiu-se presa por um braço e parou, respirando fundo. Se Letizia soubesse como estava tentada a chorar jamais a teria detido naquele precioso momento. Por mais que tentasse controlar, o timbre saiu-lhe trémulo e choroso, denunciando-a de imediato.

- Nada que eu não consiga ultrapassar. Já vivi momentos piores. – Soltou a mão, recolhendo-a de imediato.

- Mas tens de jantar, está de estômago vazio desde cedo. – Insistia Letizia.

- Não tenho fome, desculpe Letizia. Vou para o meu quarto.

- Mas, mas…

Louise apressou o passo escadas a cima e fechou-se no quarto. Letizia baixou os braços derrotada e virou-se para Nathan que tentava regressar à sala.

- Nathan Vanderbilt! – Exclamou, aproximando-se do filho num passo assertivo. Nathan suspirou, antecipando o discurso da mãe. Não era nada de novo. – Tu… tu…

- Mãe… lamento; mas não vou discutir o assunto contigo. Ela sabia das condições e não cumpriu com elas.

E com isso sentou-se no sofá a ler um livro. Bom, na pior das hipóteses a tentar lê-lo, porque a acusação latente e persistente dentro do seu peito e cabeça, não o deixavam descansar desde aquela manhã. Havia uma parte de si que realmente estava aborrecida com aquela situação; mas a outra compadecia-se da rapariga e acreditava na sua inocência. Aquela sua reacção demonstrava como injustamente a tinha acusado. Um aperto no peito que o incomodava desde cedo parecia ganhar força gradualmente desde que a vira chegar. Como poderia permitir que os seus medos ferissem alguém daquele jeito?

Quando Letizia se retirou para servir o jantar, Nathan fechou o livro e com um suspiro levantou-se e seguiu até ao quarto da rapariga. Parou em frente á porta dela e no momento em que levantou a mão para bater na madeira, Ellen saiu do quarto e aproximou-se, fitando-o com estranheza.

- O que é que estás a fazer mano? – Perguntou.

Nathan baixou o braço e olhou muito sério para a irmã.

- O jantar vai ser servido, vim chamá-la.

- Hum. – Murmurou, arqueando uma sobrancelha. Era no mínimo suspeito, o irmão aparecer repentinamente, para num gesto simpático chamar uma imbecil para jantar. – Boa sorte então. Não me parece que saia daí tão cedo. – Disse por entre uma risada.

- Porquê?

- Porque… – Começou por dizer, remetendo-se ao silêncio por instantes. – Ora, só lhe perguntei se estava bem e ela bateu-me a porta na cara e trancou-a. Mas podes sempre tentar ó quebra corações.

- Tu… – Tartamudeou embaraçado, apontando para a irmã que riu graciosamente, como se o gozasse. Com um suspiro bateu na porta. Após uma fracção de segundos à espera, a resposta muda continuou a fazer-se sentir. – McKenzie.

O silêncio perdurou, deixando-o ligeiramente nervoso e preocupado. Perguntava-se se realmente tinha passado das marcas com ela. Com um nó no estômago desceu para jantar. Naquele dia estavam todos à mesa, excepto Louise. Garey parecia ter sido notificado sobre o estado de espirito da filha, a sua postura rígida e a sua expressão austera e preocupada durante toda a refeição, denunciava-o.

Nathan remexeu o prato diversas vezes sem apetite. Sabia que devia alimentar-se, precisava de energia para o jogo dali a instantes; mas não tinha vontade. Alguns chamar-lhe-iam maluco; mas naquele instante a preocupação evidente com Louise levava a melhor sobre si. Era a primeira vez que se sentia indefeso e sem controlo algum sobre o seu corpo ou emoções.

Após algumas garfadas abandonou a mesa com a desculpa sincera da sua falta de apetite que deixou Letizia verdadeiramente desconfiada.

- Gostava de perceber o que se passa entre estes dois. – Murmurou, levando uma garfada á boca.

Garey levantou o rosto e sorriu.

- Não se pode forçar algo que não existe, não é verdade? – Respondeu taciturnamente. – A Louise é exactamente como a mãe, intensa, sincera e pura; mas temo que não será o suficiente para mover o coração do vosso filho. Lamento o ambiente estranho, pesado e desagradável que a convivência entre ambos vos trás. Comprometo-me a procurar casa e a mudar-me com a minha filha em breve.

Thomas engasgou-se com meia dúzia de arrozeiros e Letizia arregalou os olhos.

- Garey não sejas idiota. – Disse Thomas tossicando. – Há muito tempo que esta casa não vivia emoções tão fortes como agora. A Louise trouxe vida a esta família, não têm porque se ir embora.

Garey abanou a cabeça com um sorriso agradecido pelo apoio sincero; mas temia que a saída de ambos estivesse realmente eminente. Sentia-se frustrado e verdadeiramente culpado pelo estado frágil de Louise. De alguma forma contribuíra para sustentar aquela debilidade com a sua ausência constante nas últimas semanas. Sentia-se na obrigação de a proteger mais.

- Obrigado pelo vosso apoio, significa muito para mim e para Louise. – Começou por dizer, arrumando os talheres no prato. – Mas cabe-me a mim, como pai, proteger o coração da minha pequena. Sinto-me impotente e de coração destroçado quando a vejo chorar. Que espécie de pai serei eu, que vendo o seu pequeno mundo ruir, não faz rigorosamente nada para o reconstruir? – Perguntou.

Letizia suspirou pesarosa. Não tinha argumentos para contrariar a perspectiva de Garey; mas não queria vê-los ir embora.

- Compreendo Garey. – Disse Thomas em concordância.

- Amanhã terei uma conversa aberta e sincera com Louise, logo que possível procurarei uma casa para vivermos. Agora se não se importam, irei retirar-me.

Thomas e Letizia assentiram com a cabeça e Garey levantou-se para abandonar a mesa. Quando se virou Nathan estava estagnado junto ao sofás na sala de estar de saco às costas com um ar ausente e retraído. Obviamente teria ouvido uma boa parte daquela conversa absurda e não sabia se devia estar feliz ou não com a notícia. Ellen aproximou-se com um sorriso verdadeiramente satisfeito.

- Finalmente, vamos voltar a ter paz nesta casa. – Murmurou-lhe.

Nathan não lhe respondeu. Sentia-se estranho e refutar que a ausência de Louise não o perturbava era algo quase impossível de fazer.

- Boa sorte para o jogo Nathan. – Disse Garey ao passar por ele.

- Obrigado. – Disse.

Letizia levantou-se e num passo assertivo aproximou-se do filho para o questionar. Não aprovava de forma alguma aquela situação constrangedora.

- Vais deixá-los ir embora? – Perguntou-lhe rispidamente.

O rapaz trocou o peso do corpo de um pé para o outro e pousou o saco desportivo no chão. Mirou a mãe muito sério, face a acusação travessa embutida naquela questão.

- Quem sou eu para os impedir? – Refutou sem vacilar. – Se querem ir embora, a porta é a serventia da casa. Todos nós estávamos cientes de que era temporário.

- A culpa é tua. – Disparou irritada. – Não tens de a amar, jamais te obrigaríamos a tal; mas podias ser mais cordial. O teu comportamento intransigente quebrou aquela menina doce de uma forma que talvez nem o pai jamais consiga juntar os pedaços. Às vezes pergunto-me onde foi que eu errei como mãe. – Gritou-lhe severamente, deixando-o a engolir em seco. – Boa sorte para o jogo.

Nathan cerrou os punhos. Embora a sua expressão fosse dura e passiva como se nada o tivesse atingido, o seu interior sentia-se esmagado pela acusação da mãe. Será que fui realmente longe de mais? Perguntava-se, olhando pela janela circunspecto. Uma mão no ombro direito fê-lo despertar. Era o pai. Mirou-o inexpressivamente e depois fintou-o para sair.

- Nathan! – Exclamou. O rapaz olhou para trás de saco às costas. – Estou convicto que a situação se resolverá, penso que estamos todos de cabeça quente e não é sensato levar a peito tudo o que nos é dito.

- Eu sei.

O seu murmúrio foi pouco ou nada convincente e Thomas sabia que nada do que dissesse fá-lo-ia suspender a atrocidade de emoções que o espezinhavam naquele instante. Esperava que pelo menos o jogo o fizesse esquecer por instantes o que quer que o atormentava. Saiu atrás do filho e ao chegar ao carro atirou-lhe as chaves para as mãos.

- Não me apetece conduzir, penso que precisas mais do que eu.

Nathan agradeceu e entrou no veículo depois de arrumar o saco desportivo nos bancos de trás. Não fora assim que pintara aquela noite desportiva tão importante; mas os desenvolvimentos tornaram-se descontrolados e inesperados, de forma que só podia contar com o apoio do pai.

 

Peço desculpa pela ausência; mas o capítulo estava realmente dificil de se escrever. Ando extremamente cansada e é me impossivel escrever durante a semana, digo-vos honestamente que não tenho vontade, pelo que aproveito o fim-de-semana para o fazer; mas nem sempre corre como queremos. Obrigada pelos vossos comentários.

publicado por a.nee às 21:11
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3 comentários:
De • Smartie a 22 de Março de 2015 às 21:06
Credo, o Nathan passou-se completamente :O Coitada da Louise, se ela disse que não foi ela é porque não foi mesmo :\ O que ela tem de aturar, realmente...espero que ele pense bastante bem na maneira como agiu, para ver se ganha um pouco de juízo -.-
Mais, mais!
Beijinhos*


De ztiluak a 22 de Março de 2015 às 23:18
Olá :) Sou mais ou menos nova por aqui, estive a ler tudo hoje a tarde e por mim ainda lia mais, por isso trata de escrever pf :)


De sacha hart a 23 de Março de 2015 às 16:44
A frieza do Nathan chocou-me! Não estava nada à espera deste desenvolvimento da história! Ainda estou a tentar imaginar o que se passará. Será que o Nathan, finalmente, vai deixar cair a armadura e entender o que sente pela Louise? Estou muito curiosa por saber!


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The Only Exception


Nathan Vanderbilt tinha uma vida normal - até ao dia em que conheceu o seu pior pesadelo: Louise McKenzie. Sério, frio, calculista, prepotente e irrepreensivelmente inteligente e popular no colégio; enquanto Louise não passa de uma rapariga normal com notas medíocres; sonhadora, sensível, intensa e verdadeira espera reunir as condições necessárias para se aproximar do coração enregelado do filho mais velho dos Vanderbilt a quem nunca nenhuma namorada se lhe conheceu. Numa luta interior constante, Nathan irá perceber que não tem como fugir á realidade, à novidade e aquilo que sente pela filha do melhor amigo do pai.

SOBRE A HISTÓRIA.


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Ana. 29 anos. Licenciada em Engenharia Informática. Seguros. Música. Ler. Escrever. 30 Seconds To Mars. Aaron Yan. Muse. Linkin Park. Green Day. Three Days Grace. Snow Patrol. Kings Of Leon. Paramore. Game Of Thrones. Switched At Birth. Suits. Once Upon a Time. Teen Wolf. Heart Of Dixie. Covert Affairs. Arrow. The Flash. Bones. Hawaii Five-O. Nashville. The Fosters. KDrama.


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