Deep below,
Each word gets lost in the echo
Domingo, 19 de Abril de 2015

The Only Exception | 25

Louise viu-o sair furioso, ouvindo depois os seus passos pesados nas escadas em direcção ao quarto. Baixou o rosto de encontro à mesa, não deixando nunca de se sentir impotente. Tornara-se óbvio que Nathan não pretendia ser hipócrita e aceitar só porque sim aquela única opção decidida em conjunto por Letizia e Thomas. A pressão que colocavam sobre os ombros dele não devia ser vista com bons olhos. Olhou por cima do ombro por instantes na exacta direcção onde o vira desaparecer e sentiu vontade de seguir atrás dele.

O ambiente ficara estranho e o silêncio tomara conta do que restou do tempo à mesa para aquela refeição após a saída intempestiva de Nathan. Thomas estava realmente aborrecido com aquela indecisão do filho; mas ela percebia-o. O futuro pertencia-lhe e ele tinha de ser responsável pelas escolhas que faria. Não podia viver uma vida de ressentimento ou arrependimento porque em algum momento outra pessoa decidira o que fazer com a sua vida e a sua grande capacidade de superação em qualquer área profissional.

Ao terminar a refeição, limpou os lábios com o guardanapo e pediu licença para se ausentar. Garey assentiu com a cabeça e Letizia sorriu.

- Vai querida. – Disse, sorrindo sem vontade.

- Obrigado. – Balbuciou, retirando-se em seguida. Subiu as escadas, um pouco apreensiva e parou em frente ao quarto do rapaz.

A porta estava entreaberta, tentando-a a entrar. Bateu com os nós dos dedos suavemente e espreitou, vendo Nathan sentado no parapeito da janela com os joelhos flectidos. Em cima da cama, tinha um saco de viagem longe de ser terminado de encher e várias peças de roupa espalhadas ao seu redor demonstrando a sua indecisão. Aproximou-se um pouco, permitindo-se a observá-lo apenas de longe e sentou-se na ponta do colchão.

- Não chegaste a dizer o que irias fazer no futuro. – Murmurou taciturnamente, mantendo o olhar preso no exterior.

Louise sorriu.

- Isso não é importante agora. – Replicou, ainda a sorrir. – Estás mesmo a pensar em não frequentar a universidade?

- Determinado seria o termo correcto. – Começou por dizer. Depois virou o rosto e cruzando o quarto os seus olhos encontraram os dela. – Não consigo entender o entusiasmo de todos em relação à universidade. Diz-me porque é que queres tanto ir para lá?

A rapariga encolheu os ombros, ocorria-lhe tanta coisa, tantos motivos para querer entrar na universidade.

- Quero que a minha vida tenha algum sentido. Profissionalmente falando claro. – Começou por dizer, sentindo que ele tomava atenção a tudo e a todos os pormenores como nunca antes. – Não desejo formar-me em algo que traga apenas benefícios para mim. Eu sei que não tenho nem um terço da tua inteligência; mas aquilo que eu puder fazer para ajudar as pessoas e fazer a diferença, não tenhas dúvidas…. Nem que leve uma vida inteira a tentar receber o canudo.

Nathan sorriu deliciado e sobretudo surpreso. Naquele instante sentiu um calor confortável no peito, um aconchego como se ela fosse o seu porto seguro. Conseguia perceber porque é que ela era diferente, porque é que de todas as raparigas que anteriormente o abordaram, aquela realmente fizera a diferença. Simples, era diferente. Desceu do parapeito e aproximou-se da cama para terminar de arrumar o saco. Agora, mais do que em qualquer altura tinha de perceber o que queria fazer. Em que é que realmente poderia marcar a diferença?

- Não posso saber exactamente do que falas? – Perguntou curioso.

- Não vejo que por motivo deva contar-te. – Respondeu divertida. Ele sorriu. – Nathan, honestamente falando, eu compreendo a tua apreensão e o facto de te sentires pressionado a aceitar algo que não é novidade para ti. Mas… o que é que procuras exactamente?

Nathan parou por instantes o que fazia e mirou-a muito sério. Ele também não sabia exactamente o que pretendia; mas tinha que desencadear nele aquela mesma paixão que ela tinha pelo que escolhera para o seu futuro como profissional.

- Não sei. – Disse monocordicamente. – Um desafio à minha capacidade intelectual, algo diferente, novo. Eles não percebem que vivo numa constante rotina e estou cansado, cansado de ser o génio. Queria ser uma pessoa normal… como tu por exemplo.

- Estúpida… por exemplo. – Revidou em tom provocativo.

Nathan mirou-a inexpressivo, ignorando o ataque com justa causa. Afinal eram palavras suas.

- Um pouco de estupidez nunca fez mal a ninguém. – Disse, fechando o saco. – Vais para os Hamptons? – Perguntou, desviando o assunto propositadamente.

Louise achou a questão um tanto estranha; quanto muito não fosse pelo facto de ser ele a fazê-la. No entanto, não fez questão de ignorá-la por inteiro. Não tinha pensado direito no assunto; mas em todo o caso não via que motivo poderia ter para se deslocar para os Hamptons um Verão inteiro. Nathan iria trabalhar num bar da praia local, ficaria sozinha o tempo todo e não era de todo conveniente alimentar aquele sentimento unilateral por ele.

- Não s-

- Vai, claro que vai. – Replicaram atrás de si num tom aborrecido. Louise olhou para a porta e viu Ellen. – Vai fazer babysitting.

- Hum…? – Murmurou de olhos arregalados. Vou? Perguntava-se.

Nathan riu.

- Não te rias ó cabeçudo, a culpa é tua. Quem te mandou trabalhar um Verão inteiro? – Rematou Ellen aborrecida, aproximando-se de Louise para lhe mostrar a língua. – Eu não preciso de ti. Já sou crescida.

- Eu também não pedi para ir, em facto estou a saber agora. – Respondeu incomodada, a decisão partira com toda a certeza de Letizia. – Mas tenho a certeza que nos vamos divertir as duas. – Sorriu entusiasmada. Ellen virou o rosto de nariz empinado, discordando.

- Nos teus sonhos. – Murmurou.

Louise riu.

- Parece que também tens uma mala para fazer. – Disse Nathan num tom divertido. – Não me atrases, pira-te daqui.

- Isso quer dizer que vais levar-me contigo? Vais conduzir? – Perguntou entusiasmada com a ideia.

Nathan encolheu os ombros e virou o rosto meio inexpressivo para ela.

- Nem a minha mãe permitiria que lá chegasses de outro jeito, não é verdade? – Perguntou sarcasticamente.

Com um gracejo delicado, Louise abandonou o quarto dele a trotear para regressar ao seu e encher o mais depressa que conseguiu um saco de viagem com tudo o que achava ser necessário para algumas semanas de estadia nos Hamptons. Quando terminou, desceu. Distraída e a rir sozinha, foi incapaz de se segurar de pé ao descer o último lance de degraus descuidadamente. Nathan estava no hall e viu-a voar na sua direcção desamparada. Sem tempo de reacção suficiente para manter o equilíbrio do seu próprio corpo ao segurá-la por puro instinto, acabou estatelado de costas no chão com ela em cima de si.

- McKenzie! – Exclamou por entre os dentes, deixando escapar um laivo de dor. – Porque raio me arrasta ela para estas situações ridículas? – Murmurou.

- Desculpa. – Disse embaraçada.

Louise encostou a testa no ombro dele e riu. Sentia-se verdadeiramente nervosa e a culpa era inteiramente dele. Não porque simpaticamente se oferecera para lhe amparar a queda; mas porque em algum momento ele alimentara a ideia de que ele e o seu coração enregelado poderiam estar ao seu alcance se realmente colocasse força suficiente nesse objectivo.

Sentia as mãos dele pregadas nas suas costas, sem se desviarem um único milímetro após a queda de ambos. Louise calculava que também ele estivesse ligeiramente desconfortável.

- Por quanto tempo vais fazer de mim colchão? – Perguntou-lhe asperamente, desviando-a cuidadosamente para o lado. Sentou-se no chão e esfregou a nuca com um esgar dolorido. – És uma verdadeira destrambelhada.

- Desculpa. – Lamentou. – Prometo ter cuidado da próxima vez.

Nathan arregalou os olhos para ela acusadoramente e levantou-se bruscamente com um resmungo aborrecido.

- Esperemos que não haja uma próxima, talvez não tenha tanta sorte e acabe com um braço partido ou deslocado.

Louise baixou o rosto e olhou os pés, sentindo-se um pouco sem jeito. Ele estava claramente a exagerar, porém, aquela sua prepotência e palavras enregeladas não eram novidade para ninguém. Sê-lo-iam para ela?

- Ahm! – Tossicaram atrás de Louise. Era Ellen, concluiu ao olhar por cima do ombro. – Estás no meu caminho. – Disse.

Nathan revirou os olhos e aproximou-se de Louise com uma mão estendida na sua direcção para a ajudar. A rapariga mirou-a com um sorriso infantil, divagando por instantes em voz alta. Ellen torceu o nariz e olhou para o irmão.

- Não sei como a aguentas. – Respingou, passando por trás de Louise com um leve empurrão nas costas dela para que se desviasse. – Não percebo porque é que tenho de ser vigiada por alguém que nem dela própria sabe cuidar.

- Ellen… já terminaste? – Perguntou Nathan, mirando-a circunspecto. Ellen emudeceu-se surpresa. Nathan estava a delirar, desde quando defendia um parasita em vez de… dela? – Óptimo! – Disse impaciente, virando-se novamente para Louise que o olhava demasiado entusiasmada. – Hey!

- Ó, é verdade. – Tartamudeou, agarrando-se à mão dele. – Obrigado.

Louise sacudiu a roupa, recompondo a postura prontamente pouco depois. Nathan agarrou, então na mala dela e carregou-a apressadamente até ao veículo estacionado em frente á casa, seguido de perto por Ellen que se acomodou no assento do passageiro com um sorriso satisfeito, revelando daquela forma qual seria a sua verdadeira intenção: fazer-lhe pirraça. Ignorando-a, Louise dirigiu-se lentamente aos assentos de trás onde se sentou descontraidamente, esperando Nathan ocupar o seu lugar.

Estranhamento, Garey não apareceu para se despedir de si. Nem Letizia que era sempre tão efusiva em situações como aquela apareceu para as suas habituais advertências. Pegou no telemóvel e enviou uma mensagem curta e sucinta ao pai à qual ele respondeu de imediato com um “Tem cuidado!” como advertência inicial. “Vou ter saudades tuas. Diverte-te querida, amo-te.” Também vou ter saudades tuas. Murmurou ainda a olhar para o ecrã do telemóvel.

- O que foi que disseste? – Perguntou Nathan ao entrar no carro.

- Hum…? – Murmurou, olhando para ele confusa.

- Não percebi o que disseste. – Protestou, rodando a chave na ignição do veículo. Louise empoleirou-se no banco de Ellen à sua frente e gracejou delicadamente, distraindo-o momentaneamente. – Hey! – Rosnou novamente em tom de protesto.

- Estava a despedir-me do meu pai.

- Ó! – Exclamou.

O silêncio propagou-se por breves instantes durante o percurso que fizeram para atravessar Nova Iorque em direcção aos Hamptons. Louise seguiu os 168 km de viagem recolhida no banco de trás, de fones nos ouvidos e meio adormecida. Nathan e Ellen pareciam não se importar com a sua ausência, como se lhes fosse de todo indiferente. As poucas vezes que abriu os olhos para ver onde se encontrava ficou com a sensação de que o ambiente estava ligeiramente denso e pesado com tendência a piorar á medida que avançavam como se algo incomodasse Nathan e a irmã.

Ellen adoptou uma posição algo recolhida, de joelhos ao peito e pés sobre o assento com o rosto ligeiramente escondido pelos joelhos. Nathan segurava o volante com uma força desmedida revelando algum nervosismo e talvez ansiedade anormal que lhe era pouco característico na forma de ser e estar, levando Louise a acreditar que aquelas férias não seriam propriamente as melhores férias da sua vida.

- Mano. – Começou por dizer Ellen um pouco constrangida e indecisa, Louise fingiu-se adormecida para não os atrapalhar. Nathan devolveu-lhe um murmúrio aparentemente desinteressado, mantendo o foco na estrada e ela prosseguiu. – Sinto falta do Mike.

Nathan engoliu em seco incomodado, aquele nome não era tabu; mas era um assunto quase que proibido devido à natureza circunstancial que havia causado o desaparecimento do irmão mais velho das suas vidas. Aquele assunto perturbava-o, estar a dirigir-se para umas férias numa casa cheia de recordações de Mike perturbava-o ainda mais; mas a decisão de lá voltar depois de tanto tempo fora tomada por si e apenas por si, não podia voltar atrás.

- Não quero falar sobre isso… - Começou por dizer num tom entrecortado, dificultado pelo nervosismo. – Não agora.

- Não percebo. Já te esqueceste dele? – Perguntou angustiada, olhando-o muito séria.

Nathan sorriu sem vontade. Esquecê-lo! Pensou com desdém. Como se algum dia a concretização daquela simples acção fosse possível. Era precisamente por se lembrar constantemente dele que se encontrava ali. Por não conseguir esquecer-se dele que se sentia naquele instante perdido e sem controlo algum sobre as suas emoções á medida que se aproximava da casa de praia onde haviam crescido juntos.

- Não! – Exclamou secamente; mas pouco firme. – Mas preciso de tempo. Tenho de lidar com este assunto do meu jeito.

- Está bem. – Disse ela inconformada, acomodando-se o resto do caminho em silêncio.

Quando chegaram à casa de praia estava já na hora do almoço. Ellen desceu do carro mal-humorada, correndo para o interior da propriedade sob o olhar atento do irmão, que deixou escapar um suspiro frustrado. Louise mordeu o lábio inferior diante daquele cenário algo desolador. Uma viagem que poderia ser encarada como algo refrescante tornara-se agora como uma viagem no tempo dolorosa da qual indirectamente participava; mas que nem por isso a fazia sentir menos intensamente as emoções vividas.

Nathan era demasiado reservado, a sua personalidade não lhe permitia revelar as suas verdadeiras emoções sem que ele próprio o permitisse. Por isso era tão complicado para Louise prever o que ele faria a seguir, por isso ele a confundia tanto. Por outro lado, Ellen era directa e sucinta. Apesar de muito parecidos na forma de ser e estar, naquele aspecto eram realmente opostos como se caminhassem em direcções diferentes.

- Quem é o Mike? – Perguntou baixinho, querendo confirmar as suas suspeitas.

Apoiou as mãos e o rosto no banco dele, mantendo uma ligeira proximidade que parecia confortável a ambos.

- Ouviste tudo! – Deixou escapar por entre um suspiro cansado. De alguma forma, olhar para aquele lugar apenas do exterior fazia-o retrair-se com medo das recordações. Louise sorriu e respondeu afirmativamente com uma interjeição e sem hesitar para sua surpresa ele respondeu. – O meu irmão mais velho.

Louise abriu a boca e fechou-a logo de seguida a engolir em seco. Ponderava agora, se seria sábio da sua parte enveredar por um tema de conversa que claramente o deixava desconfortável. Encostou-se bruscamente no banco atrás e atrapalhada deu por encerrado o assunto.

- Desculpa. Não devia ter tocado no assunto. – Disse abruptamente agarrando nas poucas coisas que levara junto a si na viagem para sair. – Vens? – Perguntou com um sorriso verdadeiramente altruísta já fora do carro e ao lado da porta da frente, junto ao rapaz que abanou a cabeça e sorriu.

Nathan abandonou o veículo aparentemente conformado com a decisão que tomara de ali passar o Verão e respirou fundo enquanto olhava para o céu. No instante a seguir, inesperadamente Louise corria com ele atrelado por uma mão até à entrada da casa. Desesperado e em pânico com aquela súbita euforia, parou-a bruscamente sem a magoar e abraçou-a pelas costas com força. Uma parte de si precisava de conforto, precisava sobretudo de ser encorajada. Precisava do seu próprio tempo para digerir aquela realidade. Entrar a correr não era solução.

- Dá-me um minuto. Por favor. – Disse roucamente, junto ao pescoço dela.

Lamento a minha demora, tinha o capítulo quase terminado; mas faltava o quase. Comecei a ter aulas de código recentemente, e por esse motivo o tempo também é mais reduzido para escrever. Não é que estude non stop; mas dedico grande parte do tempo livre a ler, a tirar apontamentos e a fazer exames para me preparar. Confesso que estou a ficar um pouco stressada e algo ansiosa e ainda falta algum tempo até lá. Ainda me faltam algumas aulas teóricas, só tenho 6 até ao momento; mas à medida que faço os exames apercebo-me de algumas dificuldades e isso só por si deixa-me um bocadinho nervosa. De qualquer forma, o meu pensamento é positivo e não vou desistir ao primeiro obstáculo. Ainda relativamente ao capítulo... mais uma nova etapa na história e mais novidades sobre um tema que vai ser agora retomado. Estão a aperceber-se no salto temporal ao longo dos capítulos certo? Boa leitura.

publicado por a.nee às 21:14
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3 comentários:
De ztiluak a 20 de Abril de 2015 às 20:05
Hallo :D 
Este capítulo foi diferente mas mesmo assim gostei, é bom saber que o Nathan a quis abraçar antes de entrar em casa e que lhe quis dizer que o Mike era o irmão, é sinal que está a mudar.  
Estou curiosa para ver o que é que a irmã mais nova vai fazer...


Boa sorte com o código, não stresses que é fácil :D


De • Smartie a 21 de Abril de 2015 às 00:20
Olá :)
Gostei de ver estes pequenos avanços do Nathan em relação à Louise, pode ser que esta estadia nos Hamptons seja boa para ambos ^^ A ver vamos o que aí vem a seguir, estou muito curiosa!
E boa sorte para o código, de certeza que vai correr tudo bem :b
Beijinhos*


De sacha hart a 21 de Abril de 2015 às 21:35
Este capitulo foi tão bom. Senti uma diferença no Nathan que me agradou imenso. Espero que esta temporada nos Hamptons seja maravilhosa para ele e para a Louise!
Beijinhos


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The Only Exception


Nathan Vanderbilt tinha uma vida normal - até ao dia em que conheceu o seu pior pesadelo: Louise McKenzie. Sério, frio, calculista, prepotente e irrepreensivelmente inteligente e popular no colégio; enquanto Louise não passa de uma rapariga normal com notas medíocres; sonhadora, sensível, intensa e verdadeira espera reunir as condições necessárias para se aproximar do coração enregelado do filho mais velho dos Vanderbilt a quem nunca nenhuma namorada se lhe conheceu. Numa luta interior constante, Nathan irá perceber que não tem como fugir á realidade, à novidade e aquilo que sente pela filha do melhor amigo do pai.

SOBRE A HISTÓRIA.


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Ana. 29 anos. Licenciada em Engenharia Informática. Seguros. Música. Ler. Escrever. 30 Seconds To Mars. Aaron Yan. Muse. Linkin Park. Green Day. Three Days Grace. Snow Patrol. Kings Of Leon. Paramore. Game Of Thrones. Switched At Birth. Suits. Once Upon a Time. Teen Wolf. Heart Of Dixie. Covert Affairs. Arrow. The Flash. Bones. Hawaii Five-O. Nashville. The Fosters. KDrama.


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