Deep below,
Each word gets lost in the echo
Sábado, 19 de Setembro de 2015

The Only Exception | 31

Um ruído de fundo. Uma troca de palavras aguerrida e apupos divertidos foi o que a acordou. Não tinha ideia de quanto tempo havia dormido; mas estava plenamente consciente da dor latejante no pé. Sentou-se na ponta do colchão e tentou apoiá-lo no chão; mas sem sucesso. Estava certa de que aquela dor intensa tornaria a sua marcha deficiente ou até a fizesse cair na pior das hipóteses; mas nem era essa a questão. Naquele instante caminhar era absolutamente impensável. Saltitando num só pé, aproximou-se da janela e sentou-se no beiral. Era largo o suficiente e confortável para se estender ali por horas a olhar para o mar. Devias falar com o Zac. A sugestão de Blake pareceu ganhar nova vida dentro da sua cabeça enquanto os admirava através da janela.

A vivacidade e cumplicidade entre eles, também se estendia a ela; mas por conta de um mal-entendido e sem saber exactamente porquê, ela era a única enclausurada e recatada. Isso levara-a a pensar agora ainda com mais cuidado na sugestão da amiga. Talvez falar com Zac não fosse uma alternativa tão hedionda como queria pintar na sua própria cabeça. Com um suspiro, desceu do parapeito da janela e lentamente aproximou-se da porta do quarto para sair. Ao rodar a maçaneta, a porta abriu-se com muito mais força e agilidade que depositara inicialmente, fazendo-a perder o equilíbrio e cair de rabo no chão. Quando olhou para cima, viu Ellen a calar com alguma dificuldade uma risada, passando por ela sem intenção alguma de a ajudar. Pirralha mimada. Pensou irritada; mas não passou disso mesmo, de um pensamento.

Um pedido de desculpa era o mínimo que se pedia; mas estava consciente de que de Ellen dificilmente o receberia. Se um obrigado era embaraçoso, pedir-lhe desculpa seria um acto deveras humilhante. Ignorando-a, levantou-se devagar agarrando-se à porta como apoio secundário e depois olhou para Ellen com simpatia. Às vezes e a julgar pela expressão da miúda, queria parecer-lhe que ficava incomodada com aquela sua simpatia, como se desconfiasse das suas verdadeiras intenções. No entanto, era preciso que Louise estivesse realmente mal-intencionada. A verdade é que se preocupava com ela e na ausência constante de Nathan, sobrava ela para lhe fazer companhia. Ninguém devia ficar sozinho o tempo todo. Sabia que por força da sua personalidade e forma de estar era ela quem forçava esse isolamento, nesse aspecto ela e Nathan comportavam-se da mesma maneira; mas não seria ela própria se permitisse que Ellen se isolasse de si também.

- Não vens ajudar com o jantar? – Perguntou.

Ellen agarrou num livro e sentou-se no beiral onde outrora Louise havia estado e não lhe respondeu de imediato. No entanto, apercebendo-se de que Louise não a deixaria a sós enquanto não lhe confirmasse a sua presença, desviou os olhos do livro para ela e sorriu sem vontade.

- Não acho que a minha presença seja necessária para a confecção do jantar. – Respondeu taciturnamente.

- Ainda assim, acho que devias descer. Apanhar ar, divertir-te um pouco. Não sei.

Ellen gracejou em tom jocoso, como se ela lhe tivesse acabado de contar uma piada.

- Não me interessa o que tu achas.

- Tudo bem. – Respondeu lentamente, ignorando o tom prepotente, cheio de sarcasmo. – Bom, de qualquer forma, se te apetecer aparecer…

- Não me vai apetecer. – Disse, voltando novamente a sua atenção para o livro.

Louise suspirou, entendendo o gesto como que uma dica para sair do quarto e assim fez sem levantar novas questões. Quando chegou às escadas, parou por instantes. Mordeu o lábio inferior e olhou para o pé, pensando na melhor forma de descer sem agravar a lesão. Sem alternativas recorrentes, desceu-as apoiada única e exclusivamente no pé são e no corrimão, chegando ao piso térreo em desequilíbrio.

- Estás a tentar atirar-te para o chão?

Era Zac. Entrara sem se fazer notar e ao vê-la descer de forma deficiente viera ao seu encontro na hora exacta. E era agarrada a ele que permanecia.

- Não propriamente.

Desviou-se dele, mantendo uma certa distância de segurança e olhou para os pés por instantes. O desconforto entre ambos era evidente e mesmo sabendo que tinham que falar, sentia-se pouco corajosa para o fazer agora.

- Desculpa.

- Hum…? – Murmurou, levantando o rosto para ele.

- Eu não devia ter batido no Nathan. – Prosseguiu, deixando-a um pouco sem jeito. – Não é como se ele não merecesse uns murros de vez em quando; mas isso é tema para outro dia. O que eu quero dizer é que, eu não tinha o direito de me intrometer daquela forma. Por isso, desculpa.

- Ahm… - Louise procurava palavras para amenizar o clima tenso; mas não estava a ter muito sucesso. Os seus balbucios eram pouco perceptíveis e fizeram Zac rir. – Zac! – Exclamou em tom de protesto e ele aproximou-se para a abraçar.

- És uma tola.

- Também te devo um pedido de desculpa. – Murmurou, junto a ele.

- Porquê?

- Porque agi de forma pouco racional e exagerada. – Respondeu. Zac afastou-a ligeiramente de si e sorriu. – Desculpa.

Zac abanou a cabeça.

- Na, estavas só a defender o génio. – Disse, dando o assunto por encerrado. – Vamos? Eu ajudo-te a chegar lá fora. Sobe.

Ao vê-lo virar-se e baixar o tronco ligeiramente, apontando para as suas costas, Louise riu. Aquilo parecia um verdadeiro deja vu com intervenientes diferentes a toda a hora. Após alguma insistência da parte de Zac, aproximou-se e deixou-o transportá-la até uma cadeira no exterior.

- Olha, olha quem decidiu aparecer. – Disse Claire, ao vê-la surgir no jardim na companhia de Zac. – Vejo que colocaram o assunto em pratos limpos.

- Claro. – Começou Zac, pousando Louise no chão e ajudando-a a sentar numa das cadeiras. – Ela não vive sem mim. E um mal-entendido será sempre um mal-entendido se não falarmos abertamente.

Zac piscou-lhe o olho e correu para dentro de casa outra vez. Ao cruzar-se consigo, seguramente havia esquecido o que tinha ido buscar minutos antes. Olhou, então, para as espreguiçadeiras um pouco indecisa, pensando em como decerto estaria mais confortável numa delas. Arrastou-se lentamente até à primeira e esticou-se satisfeita por instantes, depois e quando Zac finalmente regressou com uma caixa de fósforos e um jornal velho, a conversa entre os quatro naturalmente fluiu com normalidade. Sentou-se de pernas flectidas, abraçada a elas, enquanto conversava com os amigos sobre os assuntos mais banais que lhes ocorria.

Zac acendeu o fogareiro depois de várias tentativas falhadas e de algumas intervenções jocosas de Claire e Blake que a fizeram rir até lhe doer a barriga. Quando por fim, conseguiu fazer o carvão arder, esfregou a testa com as costas das mãos distraidamente e apressou-se a sentar-se junto de Louise que calou uma gargalhada ao vê-lo esborratado, assemelhando-se a uma criança inocente que havia andado a mexer no que não devia e esquecera-se de limpar as evidências do seu pequeno crime.

- Toma. – Disse, estendendo-lhe uma das toalhas que estava na mesinha junto á espreguiçadeira. – Tira a maquilhagem, não te fica bem.

- Hum! – Exclamou confuso. Louise riu e apontou para o rosto dele, atirando-lhe a toalha.

- Já olhaste para as tuas mãos? – Perguntou divertida. Ele olhou para ambas as mãos e gargalhou ao ver o negrume do carvão em cada uma delas. Deduziu que tivesse borrado a cara pouco antes. – Limpa-te.

- Ó, logo agora que estava a pensar em partilhar a maquilhagem contigo. – Disse, inclinando-se ameaçadoramente sobre ela para lhe borrar a face. Louise caiu desastradamente sobre a espreguiçadeira, tentando fugir à investida das mãos sujas de Zac com um grito histérico. – Vais ver que ficas bonita, é o último grito da moda.

- Duvido. – Disse, por entre uma gargalhada divertida. – Não quero. Zac… larga-me. O meu pé… o meu pé.

Zac afastou-se abruptamente, um pouco atrapalhado e Louise sentou-se agarrada à barriga ainda a rir. Depois apontou-lhe o dedo e com uma expressão pouco ou nada assustadora, ameaçou-o. Zac gargalhou e mostrou-lhe as mãos novamente, desafiando-a.

- Aleijei-te? – Perguntou, limpando de imediato as mãos na toalha.

- Não. Foi apenas estratég-

- Nathan! – Disse Claire em sobressalto num tom histérico ligeiramente descontrolado, como se a presença dele fosse uma surpresa, interrompendo Louise que olhou de imediato para o caminho de acesso à praia.

Naquele momento desejou não tê-lo feito, Nathan não estava sozinho e embora o seu ar inexpressivo não revelasse muito acerca do que estaria a sentir, não conseguira deixar de reparar em como a sua companhia parecia cercá-lo sem precisar tocá-lo. Qual cântico de sereia. A engolir em seco, arrastou-se na espreguiçadeira para encurtar a proximidade de Zac sem desviar o foco da sua atenção.

A julgar pelos cabelos lisos, sedosos de um dourado brilhante, aquela devia ser a rapariga que estava com ele quando o visitara a meio da manhã sem no entanto se anunciar. Quando os olhos de ambas se cruzaram, viu nela um vislumbre de divertimento e provocação como se os seus próprios sentimentos fossem evidentes até para ela. A rapariga agarrou o braço de Nathan e para seu espanto ele não a sacudiu como provavelmente o teria feito se fosse ela no seu lugar. Olhou para os pés por instantes e decidiu que talvez não fosse boa ideia ficar para o jantar.

- Mano!

Louise olhou por cima do ombro e sorriu, mesmo sem vontade. Pelo menos Ellen deixara o quarto. Viu-a correr para o abraçar e por instantes sentiu-se realizada ao ver a cumplicidade entre Nathan e Ellen. Não gostou porém, da empatia criada quase de forma instantânea entre ela e a rapariga que acompanhava o irmão.

Um pouco desorientada e sem uma desculpa na ponta da língua para justificar o facto de que iria passar o jantar, levantou-se lentamente da espreguiçadeira e pensou rapidamente num retiro onde pudesse estar só. Não tinha vontade de falar com Nathan ou de explicar a nenhum deles a sua súbita mudança de humor. O seu caminhar trôpego e lento foi imediatamente interrompido por Zac, que lhe amarrou um braço.

- Onde vais? – Perguntou, olhando para ela e depois para Nathan por cima do ombro.

Louise fez uma pausa, observando a interacção natural de Ellen e Nathan com a rapariga que o acompanhava, questionando-se sobre o porquê de não ser assim com ela. Sentir-se triste e afectada era algo que não conseguia evitar, assim como ser evidente. Zac não era estúpido, Claire e Blake que também a observavam aquela altura, tentavam por gestos mesmo á distância dissuadi-la de abandonar o convívio; mas não se sentia capaz. Olhar para eles era torturar o seu próprio coração e não havia necessidade de o espezinhar mais um pouco. Soltou, então, o braço e olhou para Zac decidida.

- Não tenho fome.

- Vou fingir que acredito. – Protestou, voltando a segurá-la. – Não tens de sair só porque ele chegou. – Disse abespinhado, elevando um pouco a voz e apontando para Nathan.

Louise sentiu-se corar de irritação ao ver que ambos os irmãos e a rapariga olhavam para ela e Zac com algum interesse. Cerrou os punhos e os dentes, segurando as lágrimas com determinação. Olhou para Zac de cenho carregado e soltando o braço uma segunda vez, afastou-o com um safanão agressivo.

- Eu não estou a sair porque ele chegou. – Gritou-lhe. – A casa é dele, tanto quanto sei. Não tenho fome e quero estar sozinha, posso? – Rosnou-lhe, num tom carregado de ironia como se precisasse da sua autorização para sair.

Zac engoliu em seco e desviou-se para a deixar passar. Por muito boas que as suas intenções fossem, não se sentia numa posição verdadeiramente privilegiada ou minimamente favorável para a fazer desistir do que quer que fosse. Eram apenas amigos. Louise avançou lentamente com um esgar de dor na direcção da praia, tropeçando quase a cada passo que dava como se fosse cair a qualquer instante. A voz de Nathan ergueu-se pela primeira vez, dirigindo-se a ela com algum divertimento e jeito de provocação.

- Não vais cumprimentar os convidados antes de saíres? – Perguntou.

Louise riu com algum azedume e rodando sobre os pés olhou para ele com indiferença e depois para a rapariga e inclinou a cabeça.

- Boa noite. Sê bem-vinda. – Murmurou.

- Sou a Laura, colega de trabalho e futura namorada do Nathan. – Disse, num tom jocoso e divertido, pulando no pescoço de Nathan para o abraçar.

Louise sentiu o estômago revirar, mesmo vazio. Pensou que pela primeira vez pudesse ver em Nathan algum sinal de desconforto; mas era impossível esquadrinhar o que ele estaria a pensar como sempre. O facto de ter permitido aquele avanço pouco casual da rapariga, demonstrava que provavelmente estaria a equacionar se aquilo teria pernas para andar. Louise tinha vontade de ser literalmente rude e mal-educada; mas jamais o faria. Os ciúmes ou a irritação que estava a sentir jamais poderiam justificar uma atitude que ia contra tudo o que ela acreditava.

- Louise. – Respondeu. Depois voltou a olhar para Nathan. – Com sua licença Vossa Excelência… - Disse em jeito de provocação fazendo uma vénia destrambelhada antes de sair.

Nathan ficou a vê-la afastar-se num caminhar dificultado pela lesão no pé. Pouco ou nada indiferente ao facto de que ela se havia abstido daquela refeição, apenas porque na sua cabeça rodava o filme no qual ele e Laura eram os protagonistas. Não havia tido segundas intenções ao levar Laura lá a casa, embora tivesse de imediato antecipado uma crise de ciúmes da parte dela. No entanto, eram amigos, mais do que conhecidos e de momento colegas de trabalho e jamais deixaria de fazer a sua vida por conta de uma pessoa que não significava nada para si para além de uma carga horária diária de trabalho extra.

Bom, pelo menos convencia-se a todo o instante disso. Era um processo exaustivo contrariar o evidente, embora nem soubesse direito porque é que se dava a esse trabalho. Decidira ignorá-la só por uma noite; mas ao vê-la parar e sentar-se na areia por instantes a esfregar o pé, suspirou derrotado. Haveria sempre aquela parte de si que se preocupava com aquela criatura. Porquê? Uma resposta que tão cedo não queria obter. Soltou o braço que Laura agarrava e sorriu-lhe simpaticamente.

- Dá-me um minuto. – Disse e Laura assentiu com a cabeça. Depois olhou para Ellen. – Faz-lhe companhia por um instante, eu já volto.

Depois afastou-se em passadas largas na direcção de Louise. Ao chegar junto dela, hesitou por instantes. Cerrou os punhos uma fracção de segundos e após respirar fundo pelo menos duas vezes, acocorou-se junto a ela. Agarrou-lhe o pé sem pedir permissão, fazendo-a sobressaltar-se.

- O que é que pensas que estás a fazer? – Perguntou num tom hostil nada simpático, puxando o pé.

Nathan voltou a amarrar-lhe o pé e observou-o, perscrutando-o minuciosamente com ar de caso.

- A preocupar-me constantemente contigo. – Resmungou. Ao passar levemente os dedos pelo negrume do pé dela, Louise sibilou de dor. – És uma carga de trabalhos.

Aquilo estava com muito mau ar. Louise precisava de gelo e repouso, não deveria sequer pensar em andar em cima daquele pé. Determinado a voltar com ela para casa, tentou segurá-la no colo à força; mas Louise esperneou incansavelmente até que ele desistiu do seu intento. Apenas por breves instantes.

- Eu não te pedi ajuda. – Gritou-lhe severamente. – Mas atendendo ao facto de que te sentes constantemente assim, amanhã de manhã volto para Nova Iorque.

Sentia-se verdadeiramente humilhada. Ainda que ele dissesse aquelas coisas da boca para fora, de todas as vezes que o fazia, deixavam-na com a falsa sensação de que era uma inútil. Virou-lhe as costas sob um protesto latejante de dor, troteou dois passos, e no instante a seguir sentiu a mão dele prender-lhe um braço, impedindo-a de prosseguir.

- Devias descansar. – Advertiu-lhe num tom sério.

Louise riu sarcasticamente. Aquela sua recomendação era ridícula. Ele sabia perfeitamente que lhe devia um pedido de desculpa; mas jamais o faria. Irritada, afastou-o com um safanão. As lágrimas que até então segurara, convicta de que daquela vez ele não a veria chorar, apareceram uma atrás da outra. O rasto de qualquer tipo de afeição – se é que realmente existia – não era suficiente para a fazer ficar. Nathan era cruel e emocionalmente instável e imprevisível. Nunca saberia antever o que ele estaria a pensar. Como agora, tão depressa era cruel, como corria para a ajudar. Até quando continuaria ele com aquele jogo? Perguntava-se. Era cansativo ter adivinhar o momento ideal para lhe falar, fazer companhia ou quando na verdade devia manter uma distância significativa.

- Fá-lo-ei. – Respondeu soturnamente, limpando os olhos com as costas da mão. Nathan trocou o peso do corpo de um pé para o outro ligeiramente incomodado com o facto de que ele era uma vez mais o motivo das lágrimas da rapariga. Vê-la enfrentá-lo serena e passivamente, deixava-o ainda mais irritado consigo próprio. – Quando regressar. Deixa-me em paz e volta para junto da tua convidada.

- Estás a ser ridícula. – Protestou de punhos cerrados.

Naquele instante tinha uma vontade soberba de a agarrar á força e arrastá-la para casa. Louise estava a ser inconsciente e a sua teimosia acabaria por agravar a lesão no pé. A muito custo retesou-se, embora a sua inquietude começasse a tornar-se evidente e não havia forma de se habituar a esse comportamento inconstante. Tornava-se verdadeiramente desconfortável lidar com aquele tipo de emoção.

Louise ignorou o protesto. Discutir com Nathan era tempo perdido e ele saía sempre em vantagem, ignorá-lo e engolir aquela sensação de irritação ainda que desagradável era melhor que uma troca de palavras acesas entre ambos.

- É feio deixar convidados á espera. – Começou por dizer pausadamente, olhando primeiro para os pés e por fim para ele. – Uma carga de trabalhos acrescida não devia ter assim tanta importância para ti. Estou correcta? – Cuspiu sarcasticamente, dando-lhe três palmadinhas no ombro.

Nathan cerrou os dentes e ficou a vê-la afastar-se aos tropeços. Fincou os dedos nas mãos com a força necessária para fazê-lo voltar á realidade e no final bufou derrotado. Aquela influência de Louise na sua vida e em si estava deixá-lo à beira de uma crise de nervos. Não sabia como lidar com ela e pior que isso, não sabia lidar consigo próprio. Mais do que em qualquer outra altura quis desmentir tudo o que ela dissera antes de o deixar especado a meio do caminho; mas não conseguiu fazê-lo.

 

Bom, este demorou a chegar - todos os outros demoraram, peço desculpa - mas chegou. Ainda não é neste que descobrem se os vossos palpites estão correctos. Anyway... espero que gostem do capítulo, que para vos compensar um pouco é ligeiramente maior do que o habitual. Enjoy it.

publicado por a.nee às 21:03
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2 comentários:
De • Smartie a 27 de Setembro de 2015 às 21:20
Realmente, a Louise está mesmo feita com este Nathan...ele não aprende -.- Mas adorei a resposta que ela lhe deu no final, é mesmo assim!
Mais, mais :)
Beijinhos


De ztiluak a 11 de Novembro de 2015 às 20:17
Este capítulo trouxe-me demasiadas memórias provavelmente por estar muito bem escrito :) <br />Este Nathan é tão mauzinho para ela :(


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The Only Exception


Nathan Vanderbilt tinha uma vida normal - até ao dia em que conheceu o seu pior pesadelo: Louise McKenzie. Sério, frio, calculista, prepotente e irrepreensivelmente inteligente e popular no colégio; enquanto Louise não passa de uma rapariga normal com notas medíocres; sonhadora, sensível, intensa e verdadeira espera reunir as condições necessárias para se aproximar do coração enregelado do filho mais velho dos Vanderbilt a quem nunca nenhuma namorada se lhe conheceu. Numa luta interior constante, Nathan irá perceber que não tem como fugir á realidade, à novidade e aquilo que sente pela filha do melhor amigo do pai.

SOBRE A HISTÓRIA.


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Ana. 29 anos. Licenciada em Engenharia Informática. Seguros. Música. Ler. Escrever. 30 Seconds To Mars. Aaron Yan. Muse. Linkin Park. Green Day. Three Days Grace. Snow Patrol. Kings Of Leon. Paramore. Game Of Thrones. Switched At Birth. Suits. Once Upon a Time. Teen Wolf. Heart Of Dixie. Covert Affairs. Arrow. The Flash. Bones. Hawaii Five-O. Nashville. The Fosters. KDrama.


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