Deep below,
Each word gets lost in the echo
Domingo, 24 de Janeiro de 2016

The Only Exception | 32

Louise afastou-se de casa lentamente, percorrendo alguns metros no areal em direcção ao mar. Olhou para trás uma e outra vez para se certificar de que Nathan não havia ousado segui-la. A última coisa que queria naquele momento era prolongar uma discussão desvairada com ele. Suspirou aliviada ao constatar que estava finalmente só. Quando se virou para se aproximar mais um pouco da rebentação das ondas viu Mike especado à sua frente de mãos nos bolsos e com um sorriso simpático nos lábios.

- Está tudo bem? – Perguntou, olhando por cima dela na direcção da casa, tentando perceber o motivo da sua inquietação.

- Não. Aquele parvalhão-

Calou-se abruptamente ao ver o divertimento estampado no rosto de Mike. Mordeu o interior da bochecha e riu. Depois aos tropeços fintou-o e sentou-se junto ao mar. O rapaz seguiu-a de perto e sentou-se junto dela em silêncio. Um silêncio interrompido, uma e outra vez pelo suave cantar da rebentação das ondas.

- Ahm-

- Desculpa. – Louise olhou para ele, sentindo-se culpada. – Convidei-te para jantar e eis-nos aqui.

Mike abanou a cabeça, rindo. Na verdade, a vontade de se juntar a um grupo de adolescentes não era grande. Só estava ali, porque por mera cortesia acabara por aceitar o convite dela. Agora que se encontravam ambos ali isolados de todos, podia dizer-se grato e aliviado. Desde que regressara do Médio Oriente que evitava ambientes carregados e entupidos de pessoas. Sentia um terrível descontrolo emocional nessas alturas.

- Não faz mal. – Disse baixinho, olhando para a água. – Só vim porque me comprometi contigo, na verdade não me sinto confortável em ambientes desconhecidos.

- Não devias isolar-te tanto. – Protestou, olhando para ele. – Eu sei, eu sei. – Disse rapidamente quando os olhos dele se cruzaram com os seus. De cenho franzido, mostrando indignação, Mike acabou por relevar o comentário. – Não deve ser fácil para ti; mas pergunto-me onde está a coragem que te levou a alistar no exército, marinha, fuzileiros ou seja lá onde te alistaste para ir combater uma guerra que não é tua.

- Faço essa pergunta a mim mesmo todos os dias. – Respondeu. O sorriso nos seus lábios escondia a tristeza e incerteza dos seus olhos, afinal não sabia quando conseguiria recuperar a sua vida. – Quando descobrires onde está avisa-me.

Louise riu.

- Prometo. – Disse divertida, balançando a cabeça. – Agora falando sério, o isolamento não é bom para ti. Ambientes familiares podem ajudar-te imenso. Na questão da perda de memória, digo.

- Eu sei, é por isso que estou aqui. – Louise arrastou-se no areal, aproximando-se dele mais um pouco com uma expressão curiosa. Mike estava literalmente a confiar-lhe mais um pouco da sua história e mesmo sem saber porquê, sentia-se tentada a ajudá-lo. – Há umas semanas atrás lembrei-me de algo relacionado com os Hamptons. Não ficou claro para mim o que isso quereria dizer, as imagens tornavam-se desfocadas sempre que me esforçava demasiado para perceber onde estava.

- Algo de familiar.

- Sim. – Respondeu, meio distraído, como que divagando nos seus próprios pensamentos. Não tinha, porém, a certeza se devia ou não dizer o quanto a casa onde ela estava a residir temporariamente lhe parecia familiar. O estômago de Louise grunhiu ruidosamente e Mike riu. Ao olhar de soslaio viu-a encolhida, ligeiramente embaraçada. – Tens a certeza de que não queres entrar? – Perguntou divertido.

Louise balançou a cabeça, recusando-se a fazê-lo nos minutos seguintes. Seria obrigar-se a uma tortura emocional que, no seu entender, ninguém merecia. Levantou-se lentamente e aproximou-se do mar para entrar na água, esquecendo por instantes a dor excruciante do pé. Quando a água lhe bateu nos tornozelos parou e virou-se para Mike com um sorriso infantil que deixou o rapaz fascinado e algo embevecido. Embora tivesse noção da diferença considerável e mais do que provável de idades entre ambos, não conseguia resistir aquela doçura e inocência que a caracterizava. Ficou sentado no areal por instantes a observá-la, vendo-a chutar a água aqui e acolá.

Mais tarde, quando Louise resolveu regressar, aproximou-se de Mike e ajoelhou-se à sua frente com um sorriso nos lábios cheio de intenção. Mike continuou a observá-la atentamente, sem se desviar do lugar onde estava. E foi então, que propositadamente Louise encostou as mãos molhadas no rosto dele, de um lado e do outro. Ele protestou ante um breve arrepio provocado pela água fria na sua pele e no final riu. Louise ergueu-se depois, para voltar a sentar-se junto a ele quando viu os amigos, Nathan e a sua convidada aproximarem-se do mar. Não cria que estivessem à sua procura; mas vê-los deixara-a ligeiramente desconfortável.

Nesse instante a sua reacção não foi diferente do habitual. O seu rosto fechou-se e o sorriso deu lugar uma expressão impávida e sem vida. Nathan ainda não tinha reparado que estava ali; mas ao ver Ellen correr à beira mar naquela direcção, sentiu que não precisaria anunciar-se. Mike levantou-se e agarrou-a pelos ombros, preocupado com aquela sua súbita mudança de humor.

- Acho que-

- Vais fugir dele? Novamente? – Disse aborrecido, espreitando por cima do ombro dela.

- Quem disse que estou a fugir dele? – Respingou.

- Eu estou a dizê-lo. Não é a primeira vez que o fazes.

- Como se ele fosse alguém importante. – Murmurou, sacudindo as mãos do rapaz de cima dos seus ombros.

- Pode não o ser para terceiros; mas é importante para ti. Posso ver no jeito que olhas para ele. – Respondeu. Louise engoliu em seco e virou-lhe as costas, arrependendo-se de imediato.

Naquele instante Ellen parou junto a ambos de olhos arregalados como se tivesse visto algo assustador. Louise podia ver nos seus olhos uma mistura de tristeza e alegria, confusão e incerteza. Sobretudo confusão e incerteza. Ellen aproximou-se mais um pouco, afastando Louise indelicadamente quando ela tentou falar-lhe e parou em frente a Mike. Por entre balbucios incoerentes, Ellen agarrou-se a Mike que engoliu em seco antes de a repelir com um safanão.

- Michael! Como é-

- Vocês conhecem-se? – Perguntou Louise um pouco confusa, coçando a cabeça. Que grande trapalhada. Olhando para ambos e observando-os ao pormenor não sabia de quem deveria compadecer-se.

- Não te metas McKenzie. – Gritou-lhe descontrolada sem desviar o olhar de Mike.

O rosto dele espelhava um laivo de horror, incredulidade e medo incompreensível, como se de repente Ellen fosse uma das suas vividas recordações outrora entorpecidas e confusas. Viu-o recuar aos tropeços e soube naquele instante que ele havia recuperado uma mescla da sua memória perdida e que de alguma forma não estava ainda preparado para enfrentar a realidade. Aproximou-se dele tropegamente, procurando saber se estava bem; mas ele não lhe respondeu. As palavras esfumavam-se muito antes de saírem disparadas pela sua boca, por isso abanou a cabeça e pediu-lhe desculpa.

- Mas… mas… - Balbuciou confusa, vendo-o desaparecer por entre uns arbustos uns metros adiante.

Ficou inerte e a olhar para os pés, tentando perceber o que é que realmente havia acontecido e ignorando Ellen por instantes. No entanto, recuando um pouco no tempo naquele mesmo dia, percebia que de alguma forma tudo o que ele lhe havia confidenciado se encaixava na história muito mal contada dos Vanderbilt. Quando levantou o rosto, viu Ellen ajoelhada no areal um pouco mais adiante, lavada em lágrimas e a gritar pelo nome do irmão mais velho.

Não tivera tempo de se aperceber da sua perseguição a Mike; mas calculava que fosse isso que acontecera. Sentia um nó no estômago ao ver o seu descontrolo emocional. A coxear, cambaleou meio trôpega no areal para a alcançar e confortar; mas Nathan foi naturalmente mais rápido. No instante em que ouviu a irmã gritar saiu imediatamente disparado de onde estava ao seu encontro. Quando Louise chegou junto a ambos, Nathan ainda abraçava Ellen tentando acalmá-la e perceber o que é despoletara tamanho desespero.

Eram raras as ocasiões em que podia ver Nathan num estado frágil, despido da sua prepotência e arrogância natural. Era assim que ele se encontrava naquele instante. Aquele assunto, de si delicado, afectava todos os membros daquela família de uma forma muito semelhante, profunda. Rodou, então, sobre os pés e regressou a casa vigiada pelos amigos que seguiram atrás dela com alguma estranheza e confusão espelhada nos rostos. O silêncio manteve-se. Louise cria que nenhum deles se sentia no direito de questionar o que quer que fosse, mesmo em meio à preocupação para consigo.

Sentou-se no chão em frente ao sofá comprido de pernas flectidas e repousou a cabeça nos braços cruzados sobre elas, pensativa. Claire e Blake despediram-se dela com uma festa no ombro; mas Zac demorou a deixá-la só. Embora não tivesse abandonado o lugar onde parara, atrás do sofá, sabia que a observava algo preocupado e só quando a ouviu fungar é que se aproximou. Acocorou-se junto a ela e abraçou-a, na tentativa de a consolar.

Louise sabia que era uma situação injusta para Zac por diversos motivos; mas estava ciente de que fora ele quem decidira sozinho ficar, por isso não o repeliu. Sentia-se só, sentia-se culpada sem ter culpa nenhuma e tinha uma vontade enorme de chorar. Tão grande, tão grande, que no instante em que Zac a apertou nos seus braços os seus soluços tornaram-se violentos e compulsivos. Após alguns minutos de conforto, o silêncio regressou; mas apenas por breves instantes.

Zac afastou-se e agarrando-a pelos ombros beijou-lhe a testa. Louise abriu os olhos e naquele mesmo instante viu a agonia dele no olhar, a expressão do seu rosto revelava alguma frustração e consternação, porque era sabedor que não poderia ou simplesmente não deveria cruzar a linha da amizade que os unia, mesmo que dentro dele algo gritasse o contrário sob forma de incentivo. Abanou a cabeça e levantou-se.

- Precisas descansar. Queres que te faça companhia? – Perguntou baixinho, olhando para o exterior pela janela da sala.

- Não. Vai dormir. – Disse num tom choroso, enxugando as lágrimas.

Zac abanou a cabeça e rodou sobre os pés para sair; mas deteve-se por instantes mordendo o lábio inferior.

- Não sei o que se passou; mas… sei que és inocente. Não chores por favor, parte-se-me o coração.

- Hum. – Louise murmurou afirmativamente, meneando a cabeça incapaz de expressar coerentemente o que pensava por palavras. O discurso desgostoso, porém, meigo de Zac feria-a por não poder corresponder ao que ele sentia.

Viu-o depois sair da sala, deixando-a finalmente só. Pouco depois, Nathan entraria com Ellen ao colo sem notar a sua presença ali. Abalada com toda aquela situação, levantou-se e a coxear seguiu até ao alpendre de lágrimas nos olhos. Parou junto às escadas, ergueu o rosto para o céu e fechou os olhos, sentindo a brisa fresca da noite acariciar-lhe a face. Sentia-se verdadeiramente impotente. Sabia que Nathan tentaria arrancar a verdade de si, estava preparada para um conjunto de acusações injustas; mas reconhecia não estar preparada para suportar a dor no olhar dele.

Não sabia quanto tempo passara desde que fechara os olhos; mas a presença de alguém atrás de si incomodou-a mais do que a dor latejante no pé naquele momento. Engoliu em seco recusando-se a espreitar para ver quem seria, embora, sentisse que facilmente poderia adivinhar de quem se tratava. A verdade é que não queria ter de o enfrentar num momento frágil como aquele, em que o risco de dizerem barbaridades era demasiado elevado. Sentiu então um peso confortável sobre os ombros que colocou fim aos arrepios de frio que estava a sentir. Abriu os olhos com alguma desconfiança e receio para ver que Nathan havia colocado o seu próprio casaco sobre ela para a proteger da brisa fresca daquela noite, enquanto ele próprio permanecia firme e indiferente ao frio envergando apenas uma camisola de mangas curtas.

Sem se pronunciar, agarrou nela ao colo transportando-a até à cadeira mais próxima e disponível ali no alpendre. Curiosamente, Louise não estrebuchou e isso fê-lo mirá-la com um peculiar interesse. A expressão do seu rosto revelava alguma surpresa; mas ele podia ler algo mais. Talvez consternação, receio e ainda que fosse subtil sabia que bem lá no fundo aquele gesto a deixava feliz. Naquele momento não queria perder tempo a raciocinar em cada acção sua, mesmo que elas lhe fossem sobremodo incompreensíveis. Por motivos variados, não cria ser capaz de dormir sabendo que Louise estaria a sentir-se voluntariamente miserável pelo sucedido. À parte o pé magoado que o preocupava de igual forma, por isso levara um saco de gelo nas mãos.

Arrastou a cadeira do lado para junto dela e sentou-se. Sem anunciar o seu intento, amarrou-lhe o pé magoado e colocou-o sobre as suas pernas, para o observar. Louise travou um protesto no precioso instante em que o olhar dele cruzou o seu. Não declarava qualquer tipo de emoção; mas era profundo, sem segundas intenções como se procurasse lê-la.

- Porque é que não ficaste em casa quando te disse para o fazeres? – Perguntou baixinho, num falso tom acusador, virando depois toda a sua atenção para o pé inchado da rapariga enquanto o massajava.

Louise tartamudeou indecisa por instantes sem uma explicação coerente para lhe dar, até porque ele sabia perfeitamente o motivo que a levara a abandonar o churrasco. Tentou retirar o pé; mas ele não permitiu, olhando para ela de cenho franzido.

- Sabes bem o porquê. – Murmurou por entre os dentes.

Nathan retesou-se disfarçadamente. Aquela resposta evasiva incomodava-o sobremaneira, porque era verdade. Sabia a resposta; mas gostava de ouvir dela.

- Podes repetir? Acho que não entendi direito. – Disse em tom jocoso coçando um dos ouvidos.

Louise engoliu em seco e depois de uma tossidela nervosa, olhou para ele.

- Não me apetece falar disso. – Respingou.

- Ó! – Exclamou. Nathan sorriu travesso e inclinou-se sugestivamente, em jeito de provocação, fazendo-a recuar de olhos esbugalhados quase que horrorizada com aquele impetuoso gesto que a levava a engolir em seco. – Preferes falar da tua visita voluntária ao meu local de trabalho esta manhã? – Perguntou, disfarçando a satisfação ante a reacção da rapariga, que inclinara o tronco para trás, colando-o nas costas da cadeira para fugir à sua falsa investida com os olhos arregalados.

A tropeçar nas próprias palavras Louise, engoliu em seco e emudeceu-se, virando o rosto para o lado para fugir ao olhar atento de Nathan que se mantinha inclinado estrategicamente sobre ela. Não percebia. Até ali achara que conseguira ser discreta, que seria até impossível ele descobrir que o seguira; mas descobria agora que as suas certezas seriam sempre um engano. Era como se Nathan, mesmo que à superfície tudo ditasse o contrário, estivesse atento a cada um dos seus movimentos.

Nathan gargalhou baixinho e sentou-se finalmente com uma expressão verdadeiramente satisfeita. Pressionou o gelo sobre a entorse propositadamente, fazendo-a gemer de dor e olhá-lo de imediato. Louise mordeu o lábio inferior e inclinou-se para chegar ao pé; mas tudo o que encontrou foi a mão dele ocupando a área aleijada. Assim, afastou-se.

- Esqueceste-te das compras, pensei que era importante. Assim o disseste. De outra forma não teria ido. – Murmurou por entre dentes. Afinal, ele ainda esperava uma resposta à sua provocação.

- Ó, estou a ver. Foi por isso que saíste sem me falar?

- Não! – Respondeu abruptamente, carregando no sobrolho. Retirou o pé de cima das pernas dele e esmurrou-lhe um dos ombros antes de se levantar. Sentia-se verdadeiramente irritada. Aquela conversa era a forma mais delicada que ele conhecia para ir directo ao assunto principal, Mike. Nathan estava a tocar no assunto que o divertia; mas que a ela por sua vez feria profundamente. – Não foi por isso que saí sem que me visses ou sem te falar. Não me queres por perto, já deixaste isso bem claro, não tenho motivos para me aproximar de ti sabendo que a minha presença é uma imposição e sobretudo indesejada.

- Mas ainda assim, levaste a sacola. Será preocupação?

Louise engoliu em seco aquando da acusação. Levantou-se lentamente, agarrando-se à cadeira e depois fitou-o muito séria. Não conseguia perceber de todo onde aquela conversa os levaria e porque é que ele se mostrava tão empenhado em saber pormenores idiotas como aqueles quando não estava interessado nela.

- Pf. – Murmurou rindo sarcasticamente. – Estás a sentir-te importante não? Fica a saber que o levei, mas arrependi-me logo depois. Tem uma boa noite.

Entregou-lhe o casaco de repelão e lentamente dirigiu-se às portadas do alpendre para entrar dentro de casa. Levava os punhos cerrados de irritação. Não entendia que prazeres, retirava ele daqueles confrontos, parecia que se elevava, que se tornava ainda mais superior que o normal e era absolutamente desprezível aquela sensação de marioneta inferior que ele lhe impingia naquelas situações por vezes embaraçosas. 

 

Lamento a minha grande ausência, isto é uma pouca vergonha; mas há alturas em que a vontade de escrever me abandona. Consegui terminar este; mas honestamente o próximo está muito atrasado e não é por falta de ideias. Anyway... este capítulo já revela um pouco do que eventualmente sairá nos próximos capítulos. Espero que gostem.

publicado por a.nee às 17:51
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De ztiluak a 9 de Fevereiro de 2016 às 22:16
Olá :) Cada vez gosto mais da história e apesar da maneira do Nathan a tratar confesso que começo a achar piada xD 
quero mais pf :D


De • Smartie a 21 de Fevereiro de 2016 às 18:33
Aiaii, o Nathan é sempre o mesmo...este rapaz não muda -.-
Aguardo por mais desenvolvimentos em relação ao Mike *-*
Mais, mais :)
Beijinhos

P.S. - Parabééééééns! :D Espero que tenhas um óptimo dia, have fun! ^^ *


Comentar post

The Only Exception


Nathan Vanderbilt tinha uma vida normal - até ao dia em que conheceu o seu pior pesadelo: Louise McKenzie. Sério, frio, calculista, prepotente e irrepreensivelmente inteligente e popular no colégio; enquanto Louise não passa de uma rapariga normal com notas medíocres; sonhadora, sensível, intensa e verdadeira espera reunir as condições necessárias para se aproximar do coração enregelado do filho mais velho dos Vanderbilt a quem nunca nenhuma namorada se lhe conheceu. Numa luta interior constante, Nathan irá perceber que não tem como fugir á realidade, à novidade e aquilo que sente pela filha do melhor amigo do pai.

SOBRE A HISTÓRIA.


Profile

Ana. 29 anos. Licenciada em Engenharia Informática. Seguros. Música. Ler. Escrever. 30 Seconds To Mars. Aaron Yan. Muse. Linkin Park. Green Day. Three Days Grace. Snow Patrol. Kings Of Leon. Paramore. Game Of Thrones. Switched At Birth. Suits. Once Upon a Time. Teen Wolf. Heart Of Dixie. Covert Affairs. Arrow. The Flash. Bones. Hawaii Five-O. Nashville. The Fosters. KDrama.


Linkage

The Only Exception Palavras Soltas Filmes Séries KDrama


Credits

Layout Lettha
Icon TFN
Colors Colorpicker
ADAPTAÇÃO POR: anaap.



SEGUIR PERFIL